segunda, 23/09/2019

Por Paulo Duarte: DIÁRIO DE UMA MEXERIQUEIRA

04/02/2019 - 20:54 - Opinião

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Por Paulo Duarte: DIÁRIO DE UMA MEXERIQUEIRA

Paulo Duarte

 

Falar da vida alheia é uma prática corriqueira, principalmente em cidades pequenas. Segundo o professor de filosofia André Silva em seu artigo sobre a fofoca nos afirma:


“Quem nunca foi vítima de uma fofoca? Quem nunca fez uma fofoca? Se a resposta para as duas perguntas é não. Então que atire a primeira pedra! “Palavras como:” o tal do ouvi dizer”,” alguém me disse, mas fica entre nós”,  “estão dizendo por aí”, “deixa eu te contar a nova”, gírias, tais como: “o babado é forte” e por aí vai... Fazem parte do dia-a-dia de uma fofoqueira. Tomar conta da vida alheia continua fazendo parte da rotina de muitos.  Os males da fofoca ainda trazem danos irreparáveis nas suas vítimas. “Pessoas inteligentes falam de ideias; pessoas comuns falam de coisas e pessoas medíocres falam de outras pessoas” (ditado popular).


Está evidente que quem possui certo grau de conhecimento e um nível de intelectualidade avançado se encontra menos inclinado para as fofocas. Mas a fofoca não faz parte só de uma determinada classe de pessoas, como nos diz novamente o professor André Silva:


Ponderá o que se fala é uma postura que revela sabedoria e equilíbrio, mas não é suficiente para conter a fofoca. Deveras é muito raro não ter quem não se interesse pela vida dos outros. Revistas, programas de televisão, é o maior exemplo de fofocas sobre a vida das celebridades. Faz-me recordar um bom e velho adágio popular: “quem toma conta da vida dos outros, esquece da sua”. O quotidiano de uma fofoqueira é focar praticamente 24 horas no que outro é, faz, veste, come e assim por diante, me lembra a personagem chamada Fifi, interpretada por Fafy Siqueira na novela Hipertensão, apresentada pela TV Globo nos anos de 1986 e 1987.


Diante dessa observação afirmo com base, que a maioria das fofoqueiras são pessoas ociosas ou até mesmo mal-amadas que para preencher o seu vazio no abismo das quimeras, se ocupa da vida alheia. É bem sabido o ditado popular destacado: “Quem toma conta da vida dos outros, esquece da sua”.  

 

 

 

 

 

 

Por Paulo Duarte